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Instalação sonora 28’. Falantes, tecido, metal, massa corrida, pigmento, papel, papel celofane.
2018

Instalação sonora com falantes, cortinas, pilhas de papéis, texto instalativo, estruturas metálicas e projetor de slides. A instalação é distribuída por cinco falantes sincronizados que ocupam o espaço de diferentes formas experimentando a linguagem enquanto forma e significado.

A exposição agrega três trabalhos: a instalação sonora de 28 minutos composta por cinco falantes distribuídos pela sala, com diferentes ‘responsabilidades’ preenchem o espaço com textos, fragmentos de palavras, batidas de ritmo e sons de escrita; uma reedição do trabalho Papelzinho (link), que consiste em uma projeção de slides com imagens de processo de trabalho; e os Ptit Poemes, palavras e letras escritas a mão em buracos na parede preenchidos massa corrida.

Visão periférica é o nome dado a toda percepção visual que ocorre fora do foco ocular, nossa visão não-central, a habilidade de perceber o que está ao redor da mira dos olhos, um exercício de perceber e se colocar em relação ao contexto que nos circunda, o que nos permite ver sem ser vistos. Desde 2011 adoto o termo para a minha metodologia de trabalho, e ao redor do qual venho construindo um corpo de trabalhos que se relacionam pela forma como discutem o texto e a escrita como trabalho de arte. Um aglomerador de escritos e memórias, textos e fragmentos de textos, sobre o espaço do papel, o tempo da escrita, distração, o intuito de guardar, esquecimento e insistência.

Imagens da exposição individual no Paço das Artes, São Paulo, 2018.




|EN|

Sound installation 28’. Speakers, fabric, pigment, spackling, callophane, metal, paper.
2018

Sound installation with speakers, curtains, stack of papers, installative text, metal support and DIA projector. The sound piece is synced on five speakers that occupy the space with different situations of sound experimenting language as meaning and form.

The sound piece/installation PERIPHERAL VISION works text as audio in the space. Each speaker 'reads' a different text written by me but aiming to construct a different tone of writing: one more descriptive, one based on memory, one as a meta-text, one as repetition only, and one based on a flow of consciousness.

PERIPHERAL VISION is also the name I use to my working method, symbolizing an attention to the non-centra vision, around which i gather writings, memories, fragments of texts, about distraction, the impulse of keeping things, forgetfulness and insistency.

Images of solo exhibition in Paço das Artes, São Paulo, 2018.